segunda-feira, 27 de abril de 2009

Odisséia: parte II.

Iniciei neste sábado a segunda parte da Odisséia de morar só. Depois de pesquisar idéias de decoração, segui rumo à feira da Liberdade para comprar uma luminária japonesa. Seguem algumas idéias que encontrei, adorei, e já estou provideciando.


Recuerdos - Sabe aqueles ingressos de show, de teatro, aquelas passagens de viagem, aqueles flyers, ou tantas outras coisas que guardamos e não sabemos o que fazer? Pois então, a idéia desse quadro é exatamente essa: um quadro de memórias. Adorei e já comecei o meu.

Nada melhor que um quadro negro, seja na porta ou em outro lugar, pra te lembrar das coisas mais importantes. Além de super prático de fazer.

Criativo e muito fácil de fazer.

Adorei a idéia, o problema está sendo encontrar tantos talheres assim.


As lojas de móveis antigos que me aguardem.

domingo, 26 de abril de 2009

Dois Dias!


:: Faltam dois dias pro início do inferno astral. Já tô preparado! ::

eu...

...gostei do ângulo, apertei o botão e imortalizei aquela imagem, a incidência de luz, aquela feição, aquele humor, aquele colar, a ausência de roupa. Lembro como se fosse agora. Bons Ares! Talvez nem se lembre!

tenho...

...tantas coisas pra dizer, pra saber, pra entender, pra refletir, pra discordar, pra esquecer, pra conhecer, pra ver com um outro olhar, pra me divertir, pra fazer, pra guardar na memória, pra relembrar, pra explicar, pra me emputecer, pra me fazer rir, pra me fazer calar, pra me fazer chorar, pra me fazer pensar...

sábado, 25 de abril de 2009

A odísséia de morar só!


Diante da necessidade de mudança súbita [mais súbita impossível, proposta de trabalho em uma quinta, na sexta a reunião, no sábado tudo acertado [[os ensaios - diários - começariam já na segunda]], e já na segunda mesmo teve início a Odisséia de morar só!


Fiquei uma semana hospedado na casa de amigos, agradeço imensamente todos eles, mas me sentia incomodando principalmente pela da falta de liberdade. Resolvi então me hospedar em um hotel enquanto procurava o ninho perfeito [ o que durou cerca de duas semanas, rápido demais até], a escolha foi o mais difícil: qual bairro? [com o trânsito de SP foi fácil chegar a conclusão que teria de ser perto de onde iria ficar a maior parte do dia]; casa ou apartamento? [apto, confesso que prefiro]; sozinho ou acompanhado? [tentei dividir, mas não deu certo: fiador, número de quartos, pessoas, e etc.]; quanto vou/posso dispôr por mês? [nada como o paitrocínio, mesmo que com prazo determinado, uma vez que não pretendo viver às custas dele]. Depois de visitar cerca de uns 20 apartamentos, encontrei um que deu conta da maioria dessas necessidades.


Agora vêm a segunda parte da Odisséia: mobiliá-lo!


As impressões da independência, compartilharei mais adiante.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Justine nasceu!


Tenho tido pouco tempo pra escrever aqui. Aliás, nem sei se alguém lê isso aqui. Enfim... Após um longo período de gestação (improvisações, especulações, dúvidas, leituras, discussões, horas de ensaio, experimentações, sonhos, pesadêlos, noites em claro...) isso dentro do pouco período que acompanhei-contribui com a evolução do feto-sadiano (ínfimos dois, perto de árduos nove meses de trabalho), Justine nasceu, às 21hs, desta terça-feira, deste 21 de Abril, no Espaço dos Satyros 2. Confesso que pequei por não ter registrado aqui as impressões que tinha, algumas anotadas. Uma pena.

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Entre outros convidados, estava Beth Néspoli, que teceu algumas impressões:

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Não disponível na versão online:

Preste atenção:

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...na brincadeira de mãos entre as irmãs Justine e Juliette (Andressa Cabral e Erika Forlim). É muito pertinente a apropriação de um jogo infantil para dar leveza à narrativa da gênese das personagens.

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...no olho no criado (Robson Catalunha) que "testa" a virgindade de Juliette quando ela pede abrigo num bordel. Concebido e interpretado de forma não realista, entre o grotesco e o cômico, é figura de aparição relâmpago, mas inesquecível.

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...na "fila" que se forma no cabaré, com a entrada em atividade da "virgem" Juliette. No bordel, seu olhar será atraído pelas cenas que ocorrem numa cabine vermelha, mas não deixe de observar essa "fila". É um dos bons momentos, entre outros, como nas cenas de julgamento, em que o "coro" torna-se extremamente expressivo graças à criatividade com que se estrutura sua atuação.

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...no nome do patrão sovina de Justine, clara citação de Sade ao protagonista Harpagon da peça O Avarento, de Molière. Referência que não passou despercebida ao diretor e aos atores. Em todas as cenas do casal de sovinas (Ruy Andrade e Gisa Gutevil), a linguagem, dos figurinos às interpretações, remete à estética à Commedia Dell"Arte, fonte de inspiração de Molière....
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...no recurso simples, uma touca de pano, cuja utilização resulta num interessante efeito para expressar a forma como Justine, já apelidada Sophie, é obrigada a de desdobrar para dar conta do trabalho excessivo na casa do patrão sovina....
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...no uso de um recurso de humor ingênuo para alcançar um resultado cortantemente irônico. Tal comicidade se dá na relação entre Justine/Sophie e seu "salvador", o Sr. Bressac (Henrique Mello), quando ele lhe leva de volta ao bosque onde a encontrara.

sábado, 18 de abril de 2009